Foto: Reprodução/Aprobio

A Associação dos Produtores de Biocombbustíveis do Brasil (Aprobio) elegeu, em assembleia, Jerônimo Goergen como novo presidente da entidade. Ele assume o comando com o desafio de fortalecer a articulação institucional e impulsionar a expansão sustentável do mercado de biodiesel no país, tanto no consumo interno quanto na abertura de novos mercados internacionais.

Ao comentar a eleição, Goergen destacou que presidir a Aprobio representa uma honra, mas também uma grande responsabilidade. Segundo ele, a prioridade da nova gestão será ampliar os mercados e promover a pacificação dentro do setor, reforçando o entendimento de que o biodiesel vai além da geração de energia e integra de forma estratégica o agronegócio brasileiro.

“O biodiesel começou com um papel importante na preservação ambiental, geração de empregos industriais e agregação de valor. Com o aumento da mistura, passou a ser fundamental também para a produção de proteína animal, por meio do farelo, e hoje tem impacto direto na lavoura de soja”, afirmou.

Atualmente, o Brasil opera com mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel fóssil (B15), com expectativa de avanço para 16% em 2026. Nesse cenário, Goergen ressaltou que a entidade pretende trabalhar de forma intensa junto à cadeia consumidora para avançar na agenda de qualidade do combustível, um dos principais pontos de atenção do setor.

De acordo com o presidente, a Aprobio defende a implementação de um conselho paritário, envolvendo governo e os diferentes elos da cadeia, além da criação de um selo de qualidade para as empresas associadas que cumprirem critérios técnicos e regulatórios definidos em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Queremos ser uma indústria 100% reconhecida. A eventual falta de qualidade no diesel em geral não pode recair como dúvida sobre o biodiesel. Precisamos garantir que o produto saia da indústria com qualidade e chegue da mesma forma ao consumidor final”, explicou o novo presidente.

Goergen também afirmou que o setor tem plena capacidade de abastecer o mercado interno e atender a futuras ampliações da mistura, previstas na chamada Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de até 20%. Para isso, segundo ele, é fundamental garantir previsibilidade regulatória e antecipar testes técnicos necessários para os próximos anos.

Além do mercado doméstico, a nova gestão aposta na ampliação das exportações. “Quando o Brasil se une em torno do biodiesel, temos um mercado enorme para avançar no exterior. Estamos preparados para atender essa demanda internacional”, disse.

Para o presidente da Aprobio, o crescimento do biodiesel traz ganhos diretos para o agronegócio, o meio ambiente, a saúde pública e a geração de empregos, além de aumentar a rentabilidade do setor.

“Imagina hoje nós continuarmos mandando 100% da soja do Brasil em natura para fora. Nós temos que agregar valor e o agregar valor passa muito pela indústria do biodiesel, porque vira óleo, vira diesel e vira ração animal que vai produzir proteína”, conclui.

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