A última semana do ano será marcada por uma mudança no padrão do tempo em grande parte do Brasil, após dias de calor intenso e tempo mais aberto registrados durante o período do Natal. O enfraquecimento do bloqueio atmosférico que atuava sobre o país permite o avanço das instabilidades, favorecendo o retorno das chuvas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além da manutenção dos temporais no Sul.

Durante a semana do Natal, a presença do bloqueio atmosférico manteve as temperaturas elevadas e contribuiu para a ocorrência de recordes de calor, como os registrados na cidade de São Paulo. Nesse período, a chuva ficou mais concentrada sobre a região Sul.

Bloqueio atmosférico perde força e instabilidades avançam

Com a perda de intensidade do bloqueio atmosférico, as áreas de instabilidade passam a se organizar melhor e a se espalhar com mais facilidade pelo interior do país. Esse cenário representa uma transição importante em relação à semana anterior, quando o calor extremo limitou o avanço das chuvas para diversas regiões.

A tendência é de que a chuva se torne mais abrangente, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e Norte, enquanto o Sul segue com registro de temporais.

Frente fria e ventos aumentam a umidade

O deslocamento de uma frente fria pelo litoral e a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera reforçam o transporte de umidade sobre o Brasil. Esse cenário cria condições favoráveis para a formação de pancadas de chuva mais intensas, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

No Sul, os temporais continuam frequentes. Já no Sudeste, a chuva ganha força principalmente entre as tardes e noites. No Centro-Oeste e no Norte, as instabilidades seguem características do verão, mas com maior organização e potencial para volumes elevados em alguns pontos.

Calor persiste, mas sem extremos

Apesar do aumento da nebulosidade e da chuva, o calor segue presente nesta última semana do ano. As temperaturas, no entanto, não devem atingir os extremos observados na semana do Natal.

A sensação de abafamento permanece elevada, sobretudo nas áreas com maior umidade do ar. A combinação entre calor e umidade mantém o risco de chuvas rápidas e intensas, especialmente no período da tarde, exigindo atenção para possíveis transtornos causados por temporais.

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