A movimentação nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, alcançou a marca de 70 milhões de toneladas entre janeiro e parte de dezembro deste ano, 5% a mais do que o registrado em 2024.
A expectativa é que, para 2026, a capacidade dos terminais deva aumentar em até quatro vezes graças ao moegão, obra orçada em R$ 592 milhões e prevista para ser entregue em fevereiro e que deve ampliar o recebimento de grãos por trem, passando de entre 5 e 6 milhões para 24 milhões de toneladas por ano.
O diretor de engenharia e manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo, conta que, atualmente, cada terminal é abastecido de forma individual pelo modal ferroviário, mas a nova obra permitirá centralizar o recebimento em um único ponto e distribuir as cargas por correia transportadora, o que dará mais eficiência ao sistema.
Com o moegão, considerado o coração de todo o complexo portuário, a capacidade diária para o recebimento de locomotivas passa de 500 para 900 vagões. Além disso, a mobilidade urbana será beneficiada com a redução de 16 para cinco passagens de nível dentro do porto, agilizando a circulação de caminhões.
O calado operacional, que é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação, nos berços de granéis sólidos, já foi ampliado de 13,10 cm para 13,30 cm, o que permite um crescimento médio de até 1.500 toneladas por navio.
Maior capacidade dos navios
A projeção da Portos do Paraná é que, no prazo máximo de quatro anos, o aumento do calado do canal de acesso deve chegar a 15,5m. Com isso, o porto de Paranaguá passa a operar porta contêiners do tipo 366 com carga máxima de 14 mil TEUs. Assim, os navios tanque poderão acessar o canal com até 74 mil toneladas, ao passo que os graneleiros passarão a embarcar 125 mil toneladas, 47 mil a mais do que a capacidade atual.
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Como reflexo disso, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que o usuário terá menos gastos com a autoridade portuária. “Os navios cada vez mais aumentam seu tamanho, exigindo um calado operacional, uma profundidade adequada e segura. E nós responderemos isso, mas também precisamos ter terminal, precisamos do navio chegar e sair com profundidade, mas, ao mesmo tempo, precisamos que a rodovia ou a ferrovia correspondam […]. Não seremos um gargalo, nem a infraestrutura logística de acesso ao porto será um gargalo […]”.
Atualmente, o Porto de Paranaguá já é reconhecido como o maior exportador de proteína animal brasileira, sendo responsável por cerca de 40% de todos os embarques. Além disso, é o principal canal de escoamento de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de carregamento de grãos e farelo da oleaginosa.
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