Em mais um episódio da série “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica”, no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Ernesto Coser, um dos maiores estudiosos da ferramenta no Brasil, discute a importância do dimensionamento adequado dos piquetes e a distância ideal entre o pasto e o bebedouro. Coser afirma que a eficiência do pastejo está diretamente relacionada ao posicionamento da aguada.
Segundo o especialista, quando a distância entre o bebedouro e o fundo do piquete ultrapassa 250 a 300 metros, o gado tende a permanecer próximo da água, resultando em um pastejo desuniforme e em desperdício do capim mais distante. Ele explica que piquetes muito grandes comprometem a eficiência da colheita do capim.
“Quanto menor o piquete, menor o tempo de ocupação e maior a pressão de pastejo. Isso significa menos perda por pisoteio, por esterco e por urina”.
Confira:
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A cerca elétrica como solução
A cerca elétrica é apresentada como uma solução flexível e econômica, permitindo dividir os pastos em áreas mais estratégicas e adaptáveis ao manejo rotacionado. Coser compartilhou dois exemplos práticos para ilustrar a eficácia dessa abordagem.
Em uma fazenda no Pará, um produtor havia dividido sua área em piquetes fixos de nove hectares com cerca convencional, mas mesmo com capim adubado, o gado não pastejava o fundo do piquete, gerando desperdício.
Em outro caso, em uma propriedade com pivô central, o gado pastejava a parte da frente do pasto pela manhã, enquanto o fundo permanecia subutilizado. A solução foi simples: utilizar uma cerca elétrica móvel para dividir o pasto em duas metades, reposicionando o bebedouro conforme o gado se deslocava, resultando em um pastejo mais uniforme e melhor aproveitamento do capim.
Benefícios da gestão adequada
Além da cerca elétrica, o uso de bebedouros móveis contribui para uma melhor distribuição de esterco e urina, promovendo a fertilização uniforme da área. Coser alerta que “a parte mais rica da fazenda é onde tem praça de alimentação. Se você não distribuir bem isso, você concentra a fertilidade em poucos metros”. Ele resume que “se você controla o gado, você controla o corte do capim. E se controla o corte, você ganha em perfilhamento, enraizamento e produção de arroba por hectare”.
A cerca elétrica, em conjunto com piquetes bem dimensionados e a distância ideal da aguada, se torna uma ferramenta indispensável para quem busca produtividade com baixo custo.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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