O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, costurado há 25 anos, parece estar mais próximo do que nunca de ser assinado. De acordo com a agência Reuters, a Comissão Europeia conquistou o apoio da Itália que, ao lado de França, Polônia e Hungria, se opunha ao tratado de livre comércio entre os blocos após pressão de entidades de agricultores.
Com a nova adesão, a Comissão, apoiada por países como Alemanha e Espanha, deve conseguir a ampla maioria dos 15 Estados-membros, que representam 65% da população da União Europeia, fator necessário para a efetivação, que pode acontecer já na próxima segunda-feira (12).
A assinatura estava prevista para 20 de dezembro do ano passado, em Foz do Iguaçu, durante a cúpula do Mercosul. Contudo, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sinalizou que precisava de mais tempo para tratar com os produtores do país, preocupados que a entrada com redução de tarifas de commodities agropecuárias de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia afetasse a produção europeia.
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Segundo a Reuters, o apoio italiano ao acordo veio após uma carta enviada pela Comissão Europeia nesta terça-feira (6) que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores. Giorgia descreveu a iniciativa como um “passo positivo e significativo”.
Já o ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, destacou que a União Europeia agora propõe aumentar em vez de reduzir os investimentos no setor agrícola do país no período de 2028 a 2034.
Assim, uma fonte da União Europeia ouvida pela agência de notícias disse que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira (9).
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