Foto: João Moutinho/Embrapa

A truticultura brasileira, ainda concentrada em regiões de clima frio e com produção limitada, começa a avançar com a adoção de tecnologias nutricionais específicas. Produtores têm investido em rações desenvolvidas especialmente para a truta criada no Brasil, com resultados expressivos em ganho de biomassa, conversão alimentar e redução de custos.

A produção nacional de trutas gira em torno de 3,5 mil toneladas por ano, concentrada principalmente na Serra da Mantiqueira, entre Minas Gerais e São Paulo, e em áreas serranas de Santa Catarina. Por se tratar de uma espécie com alta exigência nutricional, a truta demanda manejo específico, o que estimula produtores a buscar soluções para melhorar o desempenho produtivo.

“A truta é um peixe de águas frias, diferentemente das espécies mais cultivadas no país, como a tilápia e o tambaqui. A truta, dada essa característica dela precisar de uma temperatura de água por volta de 10° C a 15° C, acaba sendo limitada geograficamente dentro do nosso país”, explica o gerente de produtos da Aqua da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Gustavo Pizzato.

Testes de campo confirmam que o uso de rações de alta performance pode gerar crescimento mais rápido dos peixes, melhor conversão alimentar e redução do custo final por quilo produzido. A adoção dessas soluções também contribui para maior previsibilidade produtiva e sustentabilidade, mesmo diante das limitações climáticas e geográficas da truticultura no Brasil.

“Foi lançado um produto especificamente desenvolvido para a criação de trutas. Um produto que vem entregando, segundo relatos de alguns produtores, crescimento superior a 30%”, destaca Pizzato.

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