Ilustração da ferrugem asiática da soja se propagando dentro dos tecidos das plantas e provocando a doença na soja.

A ferrugem asiática é uma das doenças mais severas da cultura da soja e pode provocar perdas de até 90% da produtividade. Atualmente, o Brasil registra 301 casos, conforme dados do Consórcio Antiferrugem, com o Paraná liderando o ranking, ao concentrar 136 ocorrências.

O estado de Mato Grosso do Sul registra 69 casos. Em seguida aparecem o Rio Grande do Sul, com 57, São Paulo, com 19, Goiás, com 6, Minas Gerais e Mato Grosso, com 5 casos cada. Santa Catarina soma 2 registros, enquanto Bahia e Rondônia têm 1 caso cada.

Segundo a Embrapa, o avanço da doença exige atenção redobrada dos produtores, já que a ferrugem provoca desfolha precoce, compromete a formação completa dos grãos e reduz o potencial produtivo da soja.

Práticas recomendadas

Para minimizar prejuízos, pesquisadoras da empresa reforçam a importância do cumprimento rigoroso do vazio sanitário, da semeadura dentro do período recomendado e do uso de cultivares resistentes ou tolerantes. O manejo criterioso de fungicidas, com a combinação de produtos sítio-específicos e multissítios, é apontado como fundamental para reduzir riscos e evitar perdas maiores.

Entre as estratégias recomendadas também estão a eliminação de plantas voluntárias na entressafra, a adoção de cultivares de ciclo precoce, a semeadura no início da janela indicada como estratégia de escape da doença e a aplicação correta de fungicidas.

Diante desse cenário, a adoção dessas práticas deixa de ser apenas recomendação e passa a ser necessidade. Planejamento, informação e monitoramento constante da lavoura são decisivos para reduzir riscos, evitar perdas expressivas e assegurar a sustentabilidade da produção de soja no país.

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