O Estreito de Ormuz foi fechado pela Guarda Revolucionária do Irã na segunda-feira (2) em decorrência da guerra do país com os Estados Unidos e Israel.

A rota marítima é uma das mais estratégicas do mundo e o seu bloqueio obriga a um rearranjo logístico que tende a encarecer custos de produção, como é o caso das exportações de carne de frango halal para o Oriente Médio, mercado em que o Brasil é líder global.

Os exportadores brasileiros utilizam a via para chegar a mercados importantes da região, casos de Catar, Bahrein, Emirados Arábes Unidos, Arábia Saudita, Iraque e Kwait.

Ainda que o novo fator geopolítico deva certamente trazer impactos para o mundo inteiro, não é a primeira vez que a região passa por instabilidades. De acordo com o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira (CCAB), Mohamad Mourad, o Brasil não deve perder espaço como principal fornecedor da proteína porque já tem presença consolidada na região.

“O frango brasileiro tem muitas coisas que jogam a seu favor porque é produzido de maneira eficiente, com alta produção, custo baixo e alta qualidade. Isso tudo reflete em um preço melhor, mais competitivo. O fechamento do Estreito de Ormuz, mesmo que seja de forma temporária, afeta a todos, não só o Brasil. […] Acho que o risco maior não é perder protagonismo, mas fazer com que o produto chegue rápido porque são países que dependem da proteína animal do Brasil para garantir a sua segurança alimentar”, enfatiza.

Segundo ele, os navios armadores que operam na região já estão preparados para rotas alternativas, como o Canal de Suez e os portos de Omã para que o frango halal e outros produtos cheguem da maneira mais célere possível ao Oriente Médio.

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