Os senadores da Argentina e do Uruguai ratificaram nesta quinta-feira (26) o acordo Mercosul-União Europeia, informa a Reuters.
O tratado de livre comércio entre os blocos foi assinado de forma provisória em janeiro de 2026 após mais de 25 anos de espera e negociações e prevê redução de tarifas de importação para diversos setores dentro de um cronograma de desoneração de até 18 anos.
Na noite de quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados brasileira também endossou o acordo que, agora, segue para o Senado. Assim, a ratificação de Brasil, Paraguai e União Europeia ainda estão pendentes.
Na Europa, Alemanha e Espanha lideram entre os países que apoiam o acordo, ao passo que a oposição é liderada pela França, nação que teme o aumento de importação de produtos como carne bovina e açúcar, o que, na visão deles, pode prejudicar a produção local.
‘Tamanho do Brasil no mundo’
O relator do acordo na Câmara dos Deputados, Marcos Pereira, defendeu a aprovação do texto. Segundo ele, trata-se de uma decisão não apenas comercial, mas sobre o futuro econômico do Brasil. “Não vamos votar apenas um texto. Vamos votar qual será o tamanho do Brasil no mundo”, disse.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a aprovação do acordo fará o Brasil confirmar sua vocação exportadora. “Hoje a nossa casa escreve um capítulo decisivo para nossa inserção no mercado global”, declarou.
Segundo ele, o período de negociação do acordo foi mais que suficiente. “Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo”, disse.
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