O planejamento da reprodução na pecuária envolve genética, nutrição, controle sanitário e infraestrutura adequada. Nesse contexto, o cercamento bem estruturado faz parte desse conjunto de estratégias que ajudam a reduzir perdas e melhorar os índices zootécnicos.
O Brasil possui 238,2 milhões de cabeças de gado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de produção recorde de 12,3 milhões de toneladas de carne neste ano. Com isso, a eficiência nos sistemas de cria, recria e engorda é apontada como fator decisivo para manter a competitividade.
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De acordo com a analista de mercado agro da Belgo Arames, Vanessa Amorim, o desempenho reprodutivo depende da integração entre nutrição, sanidade, genética, reprodução e ambiente.
“A pecuária é a soma de nutrição, sanidade, genética, reprodução e meio ambiente. O manejo adequado das matrizes é fundamental para o ciclo produtivo. Fêmeas bem cuidadas apresentam melhor fertilidade, gestação mais segura e bezerros mais saudáveis”, afirma.
Falhas estruturais elevam riscos
Segundo a especialista, a falta de planejamento pode comprometer resultados. Entre os problemas citados estão o uso de arames de baixa durabilidade, cercas frouxas, divisões mal planejadas e ausência de áreas adequadas para pré e pós-parto.
“Esses fatores elevam o estresse das fêmeas, aumentam riscos sanitários e prejudicam indicadores como taxa de prenhez, intervalo entre partos e sobrevivência das crias”, explica Vanessa.
A analista também destaca que cercas bem instaladas permitem divisão eficiente de piquetes, melhor controle da lotação e organização do manejo nutricional.
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