Agronegócio e tecnologia. Foto: Pixabay

A tecnologia tem assumido papel central nas decisões do produtor rural para 2026. Durante a realização da Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, especialistas e produtores destacaram que o próximo ciclo exige planejamento mais estratégico, com foco em redução de riscos, proteção da rentabilidade e definição mais precisa dos investimentos.

O evento ocorre em um cenário marcado por incertezas geopolíticas, juros elevados, desafios econômicos e climáticos. Nesse contexto, a gestão ganha protagonismo e o uso de tecnologia passa a influenciar diretamente decisões sobre plantio, manejo e aquisição de insumos.

Dados e inovação no campo

Com um dos ecossistemas mais ativos de inovação no agro, Santa Catarina reúne mais de 130 agtechs. Na feira, soluções em agricultura de precisão, monitoramento e automação demonstraram como o uso de dados já orienta escolhas estratégicas dentro das propriedades.

Além das ferramentas digitais, a genética aparece como ponto-chave. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentou uma nova cultivar de milho de polinização aberta, com potencial produtivo de até 200 sacas por hectare e maior estabilidade em condições de estiagem.

“O custo da semente é um pouco mais em conta e a produtividade também, ele tem potencial para chegar até 200 sacas por hectare”, destaca o engenheiro agrônomo da Epagri/Cepaf, Gilberto Curti.

Biossegurança e mercado

Santa Catarina é referência nacional em sanidade animal, tecnologia também significa biossegurança, rastreabilidade e controle. Dessa forma, o estado utiliza essas soluções para proteger o status sanitário, fator determinante para acesso a mercados e manutenção das vendas externas.

Planejamento começa agora

Para muitos produtores, feiras tecnológicas se tornaram ponto de partida para o planejamento do ano seguinte. A busca por inovação está ligada, principalmente, à escassez de mão de obra, ao aumento da produtividade e ao ganho de eficiência no dia a dia da propriedade.

Na prática, as decisões para 2026 já estão sendo desenhadas: escolha do material genético, definição do nível de investimento e avaliação de risco passam a fazer parte de uma estratégia cada vez mais baseada em dados.

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