A utilização de raças bimestiças sobre fêmeas F1 é uma estratégia eficaz para maximizar o ganho de peso e a heterose na pecuária do Centro-Oeste.
Segundo o zootecnista e especialista em genética Alexandre Zadra, o uso de santa gertrudis em vacas meio-sangue angus x nelore não só funciona, como é uma das combinações mais eficientes para a produção de carcaças pesadas.
O sucesso desse cruzamento reside na complementaridade entre a habilidade materna da fêmea e a musculatura característica da raça santa gertrudis. A fêmea F1 (angus x nelore) é considerada a “mãe ideal” para esse sistema devido à sua precocidade sexual e excelente produção de leite. Ao introduzir o santa gertrudis, o produtor promove um choque de sangue que potencializa a performance dos animais.
Confira:
Características da progênie
Ao adotar o santa gertrudis nesse cruzamento, o pecuarista deve estar preparado para uma progênie com características específicas. Zadra destaca que animais com 56% de sangue europeu, provenientes do angus e do Shorthorn contido no santa gertrudis, possuem um metabolismo acelerado.
Nesse sistema, o santa gertrudis atua como uma raça terminal, o que significa que o planejamento deve prever o abate de cem por cento da progênie, tanto machos quanto fêmeas.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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