Estudos indicam que o uso de minerais com maior biodisponibilidade pode melhorar o desempenho dos animais e reduzir a excreção no ambiente, atendendo as exigências de sustentabilidade sem elevar os custos.
O médico-veterinário e gerente de venda da Alltech, Thomer Durman, explicou que a principal diferença está na forma como os minerais são disponibilizados ao organismo.
“O mineral orgânico nada mais é do que uma forma desse mineral que ter uma facilidade de absorção pelo animal, ou seja, o organismo do animal está mais preparado para receber esse tipo de fonte. Quando uma absorção intestinal, por exemplo, é mais elevada, sobra menos para ser eliminado no meio ambiente” destaca.
Minerais orgânicos x fontes tradicionais
Segundo Durman, a biodisponibilidade, ou seja, a capacidade de o organismo aproveitar o nutriente, é o ponto central da discussão. Ele compara a diferença entre as fontes minerais a combustíveis com tecnologias distintas.
De acordo com ele, tudo parece combustível, mas alguns rendem mais quilômetros por litro. Com minerais é a mesma lógica: há fontes de maior tecnologia, que permitem ao animal desempenhar mais com menor inclusão na dieta”, explica.
Na prática, isso significa melhor conversão alimentar, reforço da imunidade, eficiência reprodutiva e manutenção da saúde dos animais. O reflexo aparece tanto nos índices zootécnicos quanto na redução de morbidade, mortalidade e uso de medicamentos.
Evidências científicas e resultados
Segundo Durman, já foram realizadas mais de 1.200 avaliações a campo e em pesquisa, com mais de 650 artigos científicos publicados sobre microminerais orgânicos.
Os resultados indicam melhora consistente na conversão alimentar e no desempenho produtivo em diferentes espécies, como bovinos de corte e leite e suínos.
Em um confinamento avaliado no Brasil, o investimento adicional em minerais orgânicos durante a terminação foi de aproximadamente R$ 18 por animal. No entanto, o lucro adicional gerado foi de cerca de R$ 152 por cabeça.
“Houve um custo adicional na nutrição? Houve. Mas quando a gente olha o contexto geral de qual foi o lucro adicional por animal e reduziu desse investimento, a gente percebeu que sobrou muito mais lucro na operação do que as opções tradicionais”, destaca.
Eficiência como estratégia
Em um cenário de margens reduzidas, a adoção de tecnologias nutricionais pode ser estratégica. Para o especialista, é justamente em momentos de aperto que a eficiência se torna ainda mais determinante.
“Para aumentar a produção, precisamos aumentar a produção por animal. precisamos diminuir desperdícios e estamos em um cenário que ações que visam trazer projetos de sustentabilidade vem muito a calhar com esse momento. A gente não pode em momentos de de aperto de margens se dar o luxo de ter desperdícios ou ter altas taxas de mortalidade ou ter altas eh outros custos com medicamentos.”, afirma.
Além do impacto econômico, a maior absorção dos minerais reduz a excreção no ambiente, contribuindo para práticas mais sustentáveis na pecuária.
A combinação entre desempenho produtivo, redução de custos indiretos e menor impacto ambiental coloca a nutrição de alta biodisponibilidade como uma aliada da competitividade no campo.
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