Caminhões carregados com soja enfrentaram uma fila de aproximadamente 7 quilômetros para descarregar nos terminais de grãos no porto de Miritituba (PA), segundo informações da Aprosoja Pará nesta segunda-feira (23). O episódio ocorre em meio ao pico da colheita, período que intensifica o fluxo de cargas e pressiona a logística agrícola nacional.
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Localizado no município de Itaituba, o porto de Miritituba se consolidou como um dos principais corredores de escoamento da produção do Centro-Oeste via Arco Norte. No entanto, os gargalos estruturais voltaram a aparecer. Há trechos de terra no acesso, o que agrava a situação em períodos de chuva e aumenta o tempo de deslocamento. Em alguns casos, apenas para chegar ao porto, o trajeto pode levar até 10 dias.
O tema da infraestrutura permanece no centro das discussões. As obras de acesso à BR-163 acumulam atrasos, e a concessionária Via Brasil projeta a conclusão do acesso definitivo apenas para 2027. Medidas paliativas, como intervenções em pontos críticos e duplicações pontuais, ajudam a aliviar o tráfego em momentos específicos, mas não resolvem o problema estrutural.
Os impactos são diretos, principalmente nos custos. Em um cenário de produção recorde, o volume expressivo de soja amplia o desafio logístico. O resultado é perda de competitividade no mercado internacional, já que atrasos e custos mais altos reduzem as margens e encarecem o produto brasileiro.
O episódio reforça a necessidade de investimentos estruturais em rodovias, alternativas de transporte, como ferrovia e hidrovia, e melhor planejamento logístico para acompanhar o crescimento da produção agrícola nacional.
O post Fila de caminhões com soja atinge 7 km no porto de Miritituba (PA) e expõe gargalo logístico apareceu primeiro em Canal Rural.