Um foco de Peste Suína Clássica (PSC), doença viral que infecta suínos, foi confirmado no município de Porto, no Piauí. Laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), confirmaram a ocorrência do vírus.
O governador Rafael Fonteles (PT) decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território, medida que é válida por 180 dias. O status permite que o governo aja com rapidez no controle e prevenção, além de autorizar ações especiais, como restrições de transporte e vacinação emergencial.
O decreto, publicado nesta terça-feira (6), implica no controle rigoroso da movimentação de animais no estado e de produtos considerados de risco. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o documento.
Nesse contexto, o trânsito de animais só poderá ocorrer de acordo com normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com objetivo de conter e eliminar o vírus da peste suína.
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Entenda a doença e os sintomas
De acordo com a Embrapa, a transmissão do vírus ocorre pelo contato entre suínos doentes, secreções e objetos contaminados. Além disso, também traz grandes prejuízos econômicos, uma vez que pode gerar barreiras ao comércio de carne suína.
Embora seja altamente contagiosa entre suínos e javalis, a Peste Suína Clássica não oferece riscos à saúde humana e não causa impacto na saúde pública. A doença, porém, pode causar bastante sofrimento aos animais contaminados.
Entre os principais sintomas, estão:
- Febre alta, apatia e falta de apetite;
- Manchas avermelhadas ou azuladas na pele e extremidades (orelhas, focinho);
- Diarreia, vômitos e tosse;
- Sinais neurológicos (tremores, convulsões), além de alta mortalidade.
Atualmente, o Brasil é tem cerca de 95% da produção industrial de suínos em área reconhecida como livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Diferenças entre Peste Suína Clássica (PSC) e Peste Suína Africana (PSA)
A peste suína clássica (PSC) e a peste suína africana (PSA) são doenças virais que afetam suínos domésticos e javalis, mas são causadas por vírus diferentes. A PSC é provocada por um vírus do gênero Pestivirus, enquanto a PSA é causada por um vírus mais resistente, do gênero Asfivirus.
Ambas têm alta taxa de mortalidade e não oferecem risco à saúde humana, mas geram impactos econômicos relevantes para a suinocultura.
Uma das principais diferenças está no controle sanitário. Para a peste suína clássica, existem vacinas disponíveis, usadas em alguns países como estratégia de erradicação ou controle. Já a peste suína africana não tem vacina nem tratamento, o que torna as medidas de biosseguridade, o abate sanitário e o controle do trânsito de animais as únicas formas de contenção.
Além disso, a PSA apresenta maior capacidade de disseminação, podendo sobreviver por longos períodos em carcaças, carne congelada e resíduos alimentares. Por isso, surtos de peste suína africana costumam gerar restrições comerciais mais severas e imediatas no mercado internacional, com efeitos diretos sobre exportações, preços e planejamento da produção.
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