O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apresentou comportamentos distintos nas principais regiões produtoras em janeiro de 2026. No Centro-Oeste, o indicador fechou em R$ 12,58, uma queda de 0,87% em relação a dezembro. Já no Sudeste, o índice alcançou R$ 12,31, com alta de 4,85% no mesmo período.
Na comparação com janeiro de 2025, os custos permanecem abaixo do registrado no ano anterior. No Centro-Oeste, a redução foi de 11,66%, passando de R$ 14,24 para R$ 12,58. No Sudeste, a queda foi de 3,60%, de R$ 12,77 para R$ 12,31. Segundo a Ponta Agro, responsável pelo levantamento, esse cenário reflete a oferta de grãos e coprodutos no início da safra 2025/26.
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Custo da dieta de terminação
No Centro-Oeste, a dieta de terminação encerrou janeiro em R$ 1.073,06 por tonelada de matéria seca, uma queda de 1,76% frente à média do trimestre entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, que foi de R$ 1.092,25. Apesar da alta de 4,91% nos volumosos, houve recuo nos alimentos energéticos (-5,86%) e proteicos (-1,29%), que têm maior participação na composição da dieta.
O milho grão seco apresentou redução de custo, com a safra 2024/25 escoada e expectativa para a safra de verão 2025/26. No Sudeste, a dieta de terminação fechou janeiro em R$ 1.150,92 por tonelada de matéria seca, com variação de 0,11% em relação ao trimestre anterior, cuja média foi de R$ 1.149,68.
Lucratividade do confinamento
Os volumosos recuaram 11,64%, devido à oferta de bagaço e silagem de cana durante a safra canavieira. Os alimentos energéticos tiveram queda de 1,01%. Mesmo com a redução trimestral desses insumos, o ICAP mensal subiu devido à renovação de estoques com compras a preços mais altos. Em janeiro de 2026, a lucratividade do confinamento aumentou em relação ao mesmo mês de 2025. No Centro-Oeste, a alta foi de 10,44% e no Sudeste, de 7,99%.
Com base no ICAP e nos parâmetros médios dos clientes da Ponta Agro, o custo estimado da arroba produzida ficou em R$ 184,61 no Centro-Oeste e R$ 195,40 no Sudeste. Considerando as cotações médias da arroba do boi gordo, a margem estimada foi de R$ 949,83 por cabeça no Centro-Oeste e de R$ 1.001,12 no Sudeste, com uma diferença de 5,12% a favor do Sudeste.
No boi destinado ao mercado chinês, a margem no Centro-Oeste foi de R$ 1.145,82 por cabeça, enquanto no Sudeste ficou em R$ 871,52, diferença de 31% a favor do Centro-Oeste.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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