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A partir desta segunda-feira (2), o público começa a conhecer os indicados ao prêmio Personagem Soja Brasil 25/26. Ao todo, são três produtores e três pesquisadores que se destacam na cadeia produtiva da oleaginosa. A série começa com a trajetória de um agricultor que transformou a soja em mais do que lavoura, transformou em propósito.

A história de Carlos Eduardo Carnieletto começa dentro de casa. A propriedade teve início com o pai e a mãe, em uma área pequena. Com o passar do tempo e muito trabalho da família, a área foi ampliada. Até o ano passado, o sistema era totalmente familiar. Agora, as áreas foram divididas e cada um passou a conduzir sua parte, mantendo a mesma base construída ao longo dos anos.

Sempre ligado à agricultura, ele estudou em Pato Branco, na UTFPR, e nunca se afastou do campo. A escolha pela profissão veio da convivência diária com a lavoura. ”É o que eu gosto de fazer. Sempre tive essa ligação forte com a lavoura e pretendo continuar”, afirma.

O cenário atual, no entanto, exige estratégia. Custos elevados de produção e preços mais baixos pressionam principalmente quem trabalha em pequenas áreas. ”A situação não está boa para o produtor. O custo da lavoura é alto e o preço do produto está baixo. Para pequena propriedade, o desafio é ainda maior”, relata.

Sem poder interferir no clima ou no mercado, ele concentra esforços na gestão. A meta é aumentar a produção sem elevar os custos. ”O preço eu não mando, o clima também não. Então a gente tenta otimizar os recursos que tem para chegar no final com uma lavoura de custo menor e ter alguma lucratividade”, explica.

Mesmo diante das dificuldades, ele acredita na continuidade da atividade. ”A agricultura são ciclos. Tem épocas boas e épocas de dificuldade. A gente que vive disso a vida inteira entende como funciona. Nunca passou pela minha cabeça desistir”, reforça.

Entre as práticas adotadas estão o uso de produtos biológicos, como a coinoculação, e o acompanhamento constante da lavoura. Caminhar pela área, observar as plantas e entender as necessidades do solo fazem parte da rotina. Segundo ele, os biológicos apresentam bom resultado e custo acessível.

O cuidado com a terra é um ensinamento herdado do pai. ”Ele sempre dizia que a melhor poupança que o agricultor tem é o solo. A terra é a base de tudo”, destaca. Por isso, práticas como palhada, cobertura e conservação são prioridades. Para Carlos, quando o solo é bem manejado e a planta recebe o que precisa, ela responde em produtividade.

Encerrar uma safra com resultado positivo é, segundo ele, uma das maiores satisfações. ”É muito gratificante ver que deu tudo certo, que produziu. Eu tenho amor e paixão por isso”, resume.

A votação para a premiação será aberta no dia 10 de março. Acompanhe!

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