A cultura nativista ganhou espaço no sudoeste do Paraná com a realização do 2º Encontro Costeiro de Música Nativista Maneco Pereira, que reuniu mais de 200 pessoas no município de Francisco Beltrão. O evento transformou uma cabanha às margens do rio Marmeleiro em palco para apresentações musicais, poesia e integração entre artistas e público.
O encontro reuniu músicos, compositores, poetas e admiradores da cultura campeira, com uma programação voltada à valorização da identidade cultural ligada ao movimento nativista.
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Ao todo, 60 obras inéditas foram apresentadas por mais de 80 artistas, em um evento marcado por música, declamações e momentos de troca entre participantes.
Valorização da identidade cultural
O encontro é organizado pelo Piquete Cultural Maneco Pereira, que busca incentivar a produção artística ligada ao nativismo.
Segundo o presidente da entidade, Ismael Antonio Vanini, o movimento vai além da música e representa uma forma de preservar identidade e tradição.
“O nativismo para nós é um movimento de arte e cultura nativa. É uma formação cultural de identidade na qual a gente trabalha e gosta de pertencer”, afirmou Vanini.
O espaço do festival homenageia Manuel Bento Pereira, conhecido como Maneco Pereira, figura histórica associada à cultura campeira da região.
De acordo com o proprietário da cabanha e membro fundador do encontro, Geonir Vicenzi, o objetivo é fortalecer as manifestações culturais tradicionais.
“Nós temos priorizado isso na parte cultural, no sentido de desenvolver a nossa cultura”, destacou.
Música, poesia e integração
O evento seguiu o formato tradicional dos encontros costeiros, com apresentações em diferentes categorias, como tema livre, tema proposto e declamações de poesia.
Para o diretor artístico do festival, Lucas Felipetto, iniciativas como essa ajudam a estimular novas composições e manter viva a tradição musical do sul do país.
“É um pontapé inicial para se criar mais composições da cultura gaúcha que hoje tocam nossos corações”, afirmou.
Além das apresentações, o encontro também foi marcado pela troca de experiências entre artistas, considerada uma das principais riquezas do movimento nativista.
O poeta e músico Sílvio Simone Genro destacou a importância desses momentos para fortalecer a poesia e a convivência cultural.
“Louvo esses momentos que os encontros nos proporcionam para desenvolver o nosso amor pela poesia”.
Para o músico e poeta Nilton Ferreira, participar do evento também representa oportunidade de aprendizado e integração.
“Temos uma gama muito boa de poetas. É um orgulho muito grande estar aqui e essa convivência só agrega cada vez mais para a carreira da gente”, afirmou.
Tradição que segue viva
Com a participação de artistas de diferentes localidades, o encontro reforça o papel dos festivais nativistas na preservação da música, da poesia e da identidade cultural ligada ao campo.
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