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A estratégia da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que integra a comitiva brasileira que chegou à Índia nesta quarta-feira (18), é bastante clara. “Queremos aproveitar o momento para ampliar a presença no mercado indiano”, afirma Ricardo Santin, presidente da entidade.

Segundo Santin, o setor de proteína animal está empenhado em duas frentes, uma para a carne de aves e outra para a de suínos.

A primeira delas é tentar reduzir as tarifas impostas pelos indianos sobre o frango, que atualmente estão em 100% para cortes e 30% para outras partes comercializadas. “As tarifas atuais são consideradas impeditivas diante dos preços praticados naquele mercado”, diz.

A proposta da ABPA inclui a criação de uma cota específica de exportação, com volume definido e tarifas menores ou zeradas. Na avaliação de Santin, a medida poderia destravar os negócios brasileiros com a Índia.

Competitividade limitada

A sugestão da ABPA para a redução das tarifas ou criação de cotas especiais também inclui a carne suína. Nesse contexto, Santin argumenta que a competitividade brasileira fica limitada por causa das tarifas, mesmo que o mercado indiano esteja aberto do ponto de vista sanitário para o Brasil.

“O norte da Índia, especialmente uma região produtora de carne suína, enfrenta uma crise provocada pela peste suína africana. Esse cenário pode abrir espaço para o produto brasileiro”, ressalta.

Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 10 ministros e mais de 300 empresários integram a comitiva, que fica na capital Nova Délhi até 22 de fevereiro. Depois, Lula e parte do grupo seguem para a Coreia do Sul.

Por lá, a estratégia da entidade girará em torno da regionalização da influenza aviária. De acordo com Santin, o reconhecimento da gripe aviária já ocorre por estado, mas a intenção é ampliar o modelo para municípios. “A mudança reduziria o alcance das restrições e ampliaria as possibilidades de negócios com os sul-coreanos”, observa.

Para o mercado de carne suína, o objetivo é obter o reconhecimento dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Acre e Rondônia como livres de febre aftosa. “Com esse aval, seria possível vender miúdos e carnes com osso para a Coreia do Sul, ampliando o mix exportado. A missão é vista como estratégica para diversificar mercados”, conclui.

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