Bancada do cooperativismo busca fortalecimento no Congresso
A bancada de apoio ao cooperativismo brasileiro deverá ser fortalecida na próxima legislatura. Levantamento feito pelo Sistema OCB com base nos resultados do primeiro turno das eleições mostra que 80 candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado que assinaram um termo de compromisso com o setor foram eleitos.
Segundo a OCB, a nova configuração da bancada vai reunir parlamentares experientes na defesa do setor e novas lideranças de "diferentes regiões e correntes políticas". A entidade disse, em nota, que isso reforça a capilaridade da agenda cooperativista no Poder Legislativo.
Atualmente, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) conta com 305 membros, sendo 265 deputados e 40 senadores, de acordo com a lista publicada no site da Câmara.
A atual diretoria da Frencoop foi preservada. Segundo a OCB, 15 integrantes estarão na próxima legislatura. Foram 11 deputados reeleitos. No Senado, a frente ganhará dois novos membros: Evair de Melo (Republicanos-ES) e Domingos Sávio (PL-MG), que estavam na Câmara. Eles serão acompanhados de Tereza Cristina (PP-MS) e Efraim Filho (PL-PB), que têm mandatos até 2031 e permanecem na Casa.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, disse que o resultado demonstra que o cooperativismo consolidou espaço no debate sobre os caminhos para o desenvolvimento brasileiro.
Buscamos construir no Congresso uma base capaz de compreender o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento para o Brasil. Atualmente, contamos com uma das frentes parlamentares mais robustas e seguiremos atuando para manter essa representatividade, qualificando, cada vez, nosso diálogo com o poder público, afirmou, em nota.
Com a definição da nova composição do Legislativo, o Sistema OCB iniciará uma nova etapa de articulação para apresentar as propostas do movimento aos parlamentares eleitos e contribuir para a construção da agenda da próxima legislatura.
A pauta do cooperativismo inclui segurança jurídica para o adequado tratamento do ato cooperativo, acesso a crédito e financiamento, desenvolvimento regional, fortalecimento do cooperativismo, segurança alimentar, infraestrutura, sustentabilidade, inovação e melhoria do ambiente regulatório.
Leia também
Lideranças do agro: quem ganhou e quem perdeu nas urnas
Flávio Bolsonaro venceu Lula em oito dos dez principais municípios do agro
Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro