Câmbio e oferta elevada mantêm preços do café em queda em Nova York
Também há no mercado o otimismo com a safra brasileira para 2027/28. Segundo a Hedgepoint, o clima no Brasil permanece bastante favorável ao desenvolvimento da próxima e, tanto nas áreas de arábica quanto de conilon, com chuvas acima da média registradas em setembro e outubro e temperaturas amenas, que favoreceram o pegamento das floradas.
Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, lembrou que a valorização recente do dólar em relação ao real ainda é um fator importante de baixa.
A desvalorização do real compensou parte da queda dos preços em dólares, mas os fundamentos mais amplos do café seguem baixistas e podem continuar pressionando as cotações, afirma, em nota, Laleska Moda.
Também há no mercado o otimismo com a safra brasileira para 2027/28. Segundo a Hedgepoint, o clima no Brasil permanece bastante favorável ao desenvolvimento da próxima temporada, tanto nas áreas de arábica quanto de conilon, com chuvas acima da média registradas em setembro e outubro e temperaturas amenas, que favoreceram o pegamento das floradas.
Diante da expansão de área observada nos últimos três anos, a produção deve permanecer elevada no próximo ciclo, caso o clima continue colaborando. Embora a produção de arábica deva recuar devido ao ciclo bienal, a de conilon deve aumentar em 2027/28. O El Niño segue como risco, especialmente para o primeiro trimestre de 2027, mas, por enquanto, as expectativas são positivas.
Se o clima continuar colaborando, a expansão de área dos últimos três anos deve manter a produção elevada em 2027/28, mesmo com a queda esperada do arábica pelo ciclo bienal, diz Laleska Moda.
Além da próxima safra, a expectativa é de que as exportações do ciclo atual ganhem ritmo, ressaltou a consultoria. Os números de agosto e setembro já foram mais elevados, e os dados parciais do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) indicavam que as exportações de outubro poderiam avançar ainda mais: até 30 de outubro, o Cecafé havia emitido certificados para mais de 5 milhões de sacas, das quais 4,9 milhões já estavam embarcadas.
Suco de laranja
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou forte queda. Os lotes para novembro recuaram 2,91% na sessão de hoje, negociados a US$ 1,3150 a libra-peso.
Açúcar
Após recuo de quase 4% na véspera, o açúcar avançou na bolsa de Nova York em dia de ajustes técnicos. Os contratos com entrega para março do ano que vem fecharam em alta de 0,76% a 18,47 centavos de dólar a libra-peso.
Cacau
Os futuros do cacau ensaiaram reação após as baixas registradas recentemente. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 0,77%, cotados a US$ 5.456 a tonelada.
Algodão
O algodão também se valorizou nesta quarta-feira. Os lotes da pluma para dezembro subiram 1,38%%, a 78,11 centavos de dólar a libra-peso.