CNA defende que governo negocie regionalização de embargos após foco de Newcastle
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu que o governo brasileiro negocie com os principais importadores de carne de aves a regionalização do embargo nas exportações por conta do foco da doença de Newcastle em Santa Catarina.
Na prática, alguns compradores, como a China, já aceitaram essa regionalização, que resulta em impacto menor para a cadeia produtiva nacional.
O objetivo agora é demonstrar que se trata de um caso isolado e negociar com os mercados regionalização para minimizar os impactos nas exportações brasileiras de carnes de aves e demais produtos avícolas, disse a CNA, em comunicado técnico sobre o caso.
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Santa Catarina é o principal estado exportador de carne de peru, com 29,5 mil toneladas embarcadas em 2025, o equivalente a 44,8% do volume total exportado pelo Brasil, segundo a CNA. Com relação a carne de frango, o Estado ocupa a segunda posição nas exportações, com 1,2 milhão de toneladas embarcadas no ano passado ou 23,3% do volume total. A receita com as exportações de carne de aves do estado totalizou US$ 2,1 bilhões em 2025, o equivalente a US$5,7 milhões por dia.
A entidade disse que a descoberta do foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina por meio da vigilância ativa reforça a capacidade de detecção precoce de doenças em aves domésticas e silvestres no Brasil. A confederação ainda ressaltou que a ocorrência é uma questão de sanidade animal e não compromete a segurança dos alimentos.
O consumo de carne de aves, ovos e demais produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial continua seguro e sem contraindicações para a população, disse no comunicado.
A entidade também orientou os produtores a reforçarem medidas de biosseguridade nas granjas para limitar a exposição de aves domésticas e outras aves e o contato com pessoas de fora da produção. As medidas incluem o controle de visitas às granjas, a utilização de vestimentas e calçados exclusivos para acesso ao local com aves, a limpeza e desinfecção de instalações, equipamentos e veículos, a manutenção das telas dos aviários, o controle de pragas, entre outras ações.
A CNA destaca que o Brasil possui um sistema defesa sanitária robusto capaz de conter e controlar ocorrências dessa natureza, fato é, que a detecção foi feita em exames de rotina. Ressalta que se trata de uma questão de sanidade animal, sem impactos ao consumo dos alimentos, e reafirma sua confiança nas autoridades sanitárias e no compromisso dos produtores rurais e da agroindústria com a biosseguridade, completou.