Comissão Europeia quer reincluir Brasil na lista de exportadores de frango e mel
A Comissão Europeia disse em um comunicado que pretende propor a reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar carne de frango e mel ao bloco, reportou a Reuters. Os Estados-membros devem votar a medida na próxima reunião do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff). A agência de notícias não confirmou a data do encontro. No início desta semana, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, disse ao Valor, em Paris, que o comitê deve ter novo encontro em novembro.
Autoridades brasileiras aguardavam a reunião do Scopaff realizada nesta semana, na terça-feira (20/10) e quarta (21/10). Billi já havia estado em Bruxelas, capital da Bélgica, para tratar do assunto.
Em setembro, a União Europeia suspendeu as importações de produtos de origem animal oriundos do Brasil, incluindo carne de frango e bovina, em razão das garantias apresentadas pelo Brasil sobre o controle do uso de antimicrobianos ao longo de todas as cadeias produtivas. Antes de setembro, o bloco já havia excluído o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal à Europa, estabelecendo o início de setembro como a data para a efetiva suspensão das importações.
Na missão de autoridades europeias à cadeia produtiva de frango e mel do Brasil no fim de agosto, o bloco havia considerado "satisfatórios" os controles sanitários do país. Nos encontros desta semana, a Comissão Europeia apresentou as conclusões da auditoria no Brasil, descrevendo os resultados como "positivos", conforme o comunicado da Comissão divulgado na quarta-feira (21/10) e citado pela Reuters.
A Comissão confirmou sua intenção de propor a re-listagem do Brasil para estes dois produtos, conforme o comunicado mencionado pela agência de notícias.
Se para as exportações de frango e mel brasileiros há perspectiva de retomada, para a carne bovina não há previsão de retorno das vendas ao mercado europeu neste momento.
Segundo a Comissão, o Brasil ainda não consegue certificar de forma confiável o cumprimento dos requisitos aplicáveis durante todo o ciclo de vida dos animais.