Doença de Newcastle: México restringe suspensão de importação de carne de aves a SC
O México restringiu ao estado de Santa Catarina a área da qual deixará de importar carne de aves, após a confirmação de três casos de Doença de Newcastle em municípios do oeste do estado, segundo fonte do setor.
A princípio, após a identificação do primeiro caso em uma granja comercial de perus Nova Itaberaba (SC), no dia 19 de outubro, o país havia suspendido as compras de carnes de aves produzidas em todo o Brasil, além de miúdos e outros despojos avícolas, ovos férteis, pinto de até três dias de idade, aves canoras, ornamentais e de rapina destinadas à comercialização, além de determinadas aves transportadas como animais de estimação.
Havia expectativa no mercado de que o governo mexicano aplicasse a regionalização da suspensão de importações, limitando o bloqueio ao estado onde ocorreram os focos. Atualmente, estão confirmados três casos de Newcastle no Brasil, em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, os três em Santa Catarina. O Ministério da Agricultura investiga outras seis suspeitas, em Nova Itaberaba, Quilombo e Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e São José Belmonte (PE).
Nesta semana, o México havia liberado a entrada de carne de aves exportadas por frigoríficos brasileiros que já estavam em trânsito quando o foco da doença de Newcastle foi confirmado, segundo fontes do mercado. A medida valerá para cargas embarcadas até 19 de outubro de todos os Estados do país, com exceção de Santa Catarina, onde o caso foi registrado. A decisão deverá permitir a entrada de até 20 mil toneladas, segundo rumores do mercado, que estavam em navios a caminho do México.
O México era o único grande comprador de carne de frango do Brasil que havia aplicado restrição às exportações de todo o país.
Frigoríficos comemoram
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota comemorando a decisão do México de reconhecer a regionalização sanitária para Doença de Newcastle. De acordo com a ABPA
a decisão mexicana representa um reconhecimento da credibilidade do Serviço Veterinário Oficial brasileiro e da transparência na condução das ações sanitáriasadotadas pelo Brasil.
O avanço resulta do amplo trabalho técnico e de negociação conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), pelo Ministério das Relações Exteriores, Embaixada e Adidancia Agrícola no México, em articulação com o setor produtivo brasileiro e em diálogo com as autoridades mexicanas, destaca a ABPA em nota.