Doença de Newcastle: o que é, quais sintomas e como tratar
O Ministério da Agricultura confirmou nesta segunda-feira (19/10) a identificação de um foco da Doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba (SC). O caso mais recente da doença havia sido registrado em 17 de julho de 2024, em Anta Gorda (RS). Na época, o episódio foi controlado e considerado oficialmente encerrado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) 90 dias depois.
A ocorrência foi identificada a partir de uma coleta de vigilância ativa do Ministério da Agricultura em 21 de setembro em uma granja com 6 mil aves, afirmou o ministro, André de Paula. Em coletiva de imprensa, ele reforçou que o consumo da carne de perus é segura para o ser humano.
O caso estava em investigação desde então e foi confirmado por testes realizados por Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) da Pasta nesse domingo (18/10).
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O que é a doença de Newcastle?
É uma doença causada por vírus que afeta aves domésticas e silvestres. Quando infectadas, as aves apresentam sinais respiratórios, nervosos e digestivos. A taxa mortalidade é variável, mas pode chegar a 100% do plantel. A doença não tem tratamento. O lote deve ser eliminado para evitar a propagação para outras propriedades e granjas.
Quais os sintomas nas galinhas?
Anorexia (falta de apetite);
Espirros;
Respiração ofegante;
Corrimento nasal e ocular;
Asas caídas;
Dificuldade de locomoção;
Pernas distendidas;
Torção de cabeça e pescoço;
Depressão;
Falta de apetite;
Diarreia aquosa e esverdeada.
Como ocorre a transmissão da Doença de Newcastle?
A principal forma de transmissão entre as aves é por aerossóis (gotículas das secreções respiratórias) que se espalham facilmente no ar; as fezes das aves doentes também contêm vírus.
Como prevenir?
Manter um bom programa de biosseguridade ajuda a prevenir não só a doença de Newcastle, mas todas as demais enfermidades avícolas, disse Iara Trevisol, médica-veterinária e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, em entrevista à Globo Rural em 2024.
A especialista afirmou também que a melhor ação preventiva é manter as aves protegidas nas granjas, sem contato com outras espécies, como patos, marrecos, pombos e aves silvestres.
Ela recomenda também restringir a entrada de visitantes nas granjas ,em alguns casos, ou até mesmo impedir os visitantes que venham de áreas com problemas sanitários. Vacinar as aves, conforme recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e utilizar bons desinfetantes durante as limpezas dos locais de produção.