Agronegócio

Emissão de gases do efeito estufa da agropecuária no Brasil ficou estável em 2025

Autor: Por Cleyton Vilarino — São Paulo Publicado em: Fonte: Globo Rural
Emissão de gases do efeito estufa da agropecuária no Brasil ficou estável em 2025
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As emissões de gases do efeito estufa da agropecuária brasileira em 2025 ficaram praticamente estáveis na comparação com o ano anterior, com 626,3 milhões de toneladas de CO² equivalente (MtCO²e), segundo levantamento feito pela Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG).

O levantamento é feito há 14 anos, seguindo os preceitos do Painel Climático da ONU, e teve a menor variação da série histórica, oscilando 0,07% quando comparado às 626,7 milhões de toneladas emitidas pelo setor em 2024. A queda foi puxada principalmente pela queda de 1,68% nas emissões pecuárias, que atingiram 494,1 milhões de toneladas no período.

Do total emitido pela pecuária, 65,6% são atribuídas à criação de gado de corte, com com 410,7 milhões de toneladas, queda de 1,7% na comparação com 2024. A pecuária de leite emitiu 2,9% menos, com 48,6 milhões de toneladas.

Segundo os pesquisadores, o principal fator para a redução das emissões da pecuária foi a queda nos níveis de fermentação entérica, que contabiliza o metano liberado pelo "arroto" do boi.

Historicamente, a fermentação entérica é a principal fonte de emissões da atividade e sua redução deveu-se ao recorde no abate de bovinos e na produção de carcaças
, destaca o Observatório do Clima em nota.

Já a agricultura teve aumento de 6,45% nas emissões, com 132,1 milhões de toneladas. O resultado foi puxado pelo subsetor de solos manejados, que reúne as emissões do manejo dos solos agrícolas e uso de fertilizantes e do dejeto de animais e da decomposição de resíduos agrícolas.

Ao todo, as emissões do subsetor de solos manejados somaram 188,6 milhões de toneladas, alta de 3% em relação aos 183,2 milhões de toneladas do ano anterior e o maior volume já registrado pela atividade.

O uso de fertilizantes sintéticos nitrogenados e o calcário responderam por 9,9% do total, com 33 MtCO²e e 29,2 MtCO²e, respectivamente. As demais fontes representaram 16,7% do volume emitido.