Entregas de fertilizantes caem 10,4% entre janeiro e agosto
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 27,31 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2026, queda de 10,4% em relação as 30,47 milhões registradas no mesmo período de 2025, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) nesta quarta-feira (4/11).
A retração se intensificou em agosto, quando foram entregues 4,33 milhões de toneladas, volume 17,6% abaixo do mesmo mês no ano passado.
Segundo a associação, o início da guerra no Irã, em fevereiro, arrefeceu novos negócios. O movimento foi percebido com a queda das entregas a partir de maio e se manteve até agosto.
Mato Grosso permaneceu como principal destino dos fertilizantes no país, com 6,77 milhões de toneladas recebidas até agosto, o equivalente a 24,8% do total. Em seguida ficaram Paraná, com 3,07 milhões de toneladas; Goiás, com 2,90 milhões; São Paulo, com 2,79 milhões; Rio Grande do Sul, com 2,24 milhão; Minas Gerais, com 2,07 milhão; e Bahia, com 1,96 milhão.
As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com em menor quantidade, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, queda de 34% na comparação anual. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total importado foi de 24,27 milhões de toneladas, retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.
A produção nacional dos insumos também caiu, para 418 mil toneladas de fertilizantes em agosto. O volume representa queda de 40,2% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Segundo a ANDA, o Brasil mantém perspectiva de safra elevada, mas entra no período de importações mais lentas, produção nacional menor e entregas domésticas em queda.