EUA anunciam medida para apoiar setor de biocombustível
O administrador da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), Lee Zeldin, anunciou nesta semana uma proposta que deve aumentar a demanda por biocombustíveis no país.
O plano é realocar, para as metas de mistura de biocombustíveis de 2026 e 2027, obrigações referentes a 2025 das quais 29 pequenas refinarias haviam sido isentas. Segundo comunicado da EPA, a medida busca preservar a demanda por combustíveis produzidos a partir de milho e soja e favorecer agricultores americanos.
O programa americano de combustíveis renováveis (RFS, na sigla em inglês) exige que as refinarias misturem determinadas quantidades de biocombustíveis à gasolina e ao diesel. As empresas também podem cumprir parte dessas exigências por meio da compra de créditos negociáveis de combustíveis renováveis, os RINs.
Em março deste ano, o governo Donald Trump anunciou os novos mandatos de mistura do RFS e a decisão de realocar, para 2026 e 2027, uma parcela de 70% das isenções dadas às pequenas refinarias entre 2023 e 2025.
Mas, em agosto, a EPA concedeu mais isenções às pequenas refinarias, resultando em um maior volume de biocombustíveis que não foram destinados à mistura. Tais isenções superaram as estimativas iniciais da agência em 770 milhões de créditos de combustíveis renováveis (RINs, na sigla em inglês). Por isso, a EPA está propondo agora a transferência integral desse volume adicional para as metas de 2026 e 2027.
A Agência de Proteção Ambiental avalia duas alternativas de realocação: dividir igualmente o volume adicional entre as metas de 2026 e 2027 ou transferi-lo integralmente para a meta de 2027.
O órgão receberá comentários públicos até 4 de dezembro. A proposta também pode prorrogar o prazo para a apresentação dos relatórios de cumprimento das metas de 2026, previsto para 31 de março de 2027.
Assim que assumimos o cargo, os agricultores americanos pediram à EPA do governo Trump que não lhes desse subsídios, mas que criasse meios para que pudessem entrar em mercados adicionais. À medida que nossos agricultores continuam a colher suas safras, a proposta de hoje visa manter um mercado forte e duradouro para que eles possam vender seus produtos, afirmou Zeldin, em nota.