Agronegócio

Exportações de carne suína do Brasil caíram 11% em setembro

Autor: Por Luiz Eduardo Minervino — São Paulo Publicado em: Fonte: Globo Rural
Exportações de carne suína do Brasil caíram 11% em setembro
Foto: Getty Images

As exportações brasileiras de carne suína somaram 135 mil toneladas em setembro, volume 11% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 151,6 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Já no acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o volume embarcado foi de 1,192 milhão de toneladas, crescimento de 6,2% em relação às 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. No mesmo período, a receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior.

O resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais. Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo com médias mensais acima de 130 mil toneladas e com crescimento superior a 6% em volume. Os avanços registrados em mercados como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia, demonstram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira
, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O principal destino da carne suína brasileira em setembro foram as Filipinas, com 25,691 mil toneladas, volume 47,7% inferior às 49,078 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 15,916 mil toneladas (alta de 38,9%, na comparação anual), Chile (+72%), China (-16,4%) e Vietnã, (-23,2%).

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, volume 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais.