Exportações do agro subiram 15% após início do acordo UE-Mercosul
Nos cinco primeiros meses de aplicação do acordo comercial provisório entre Mercosul e União Europeia, entre maio e setembro, as exportações do agronegócio brasileiro para o bloco europeu cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 12,21 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura.
O acordo provisório teve início em 1º de maio deste ano. Em cinco meses, o Brasil exportou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais para o bloco, volume 8,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.
As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) cresceram 34,2% em valor na mesma base de comparação, para US$ 4,19 bilhões, e permaneceram como o principal segmento das exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia.
Em volume, os embarques do complexo soja para a UE aumentaram 20,5%. As exportações de soja em grãos registraram aumento de 49% em valor e de 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja cresceram 22,5% em valor e 10,6% em volume.
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As exportações de produtos de origem animal aumentaram 55,5% em valor. Os embarques de carnes cresceram 103,5% em valor e 170% em volume, alcançando 272 mil toneladas.
No setor cafeeiro, as vendas de café torrado cresceram 91,6% em valor, para US$ 770 mil, e em volume tiveram um aumento de 116,5%. As exportações de café solúvel aumentaram 19% em valor, para US$ 78,66 milhões, e um incremento de 38,2% em volume.
Um dos segmentos que mais cresceram em valor exportado foi o de produtos apícolas, principalmente o mel, com alta de 367% no valor embarcado.
O grupo de frutas, incluindo nozes e castanhas, teve um aumento de 15% no valor exportado. Algumas frutas ampliaram sua participação no mercado europeu. As exportações de abacate tiveram aumento de 421,2%, para US$ 19,87 milhões, enquanto o volume embarcado cresceu 433,7%. As exportações de manga cresceram 31,2% em valor e 23,6% em volume, enquanto as de maçã avançaram 28,8% em valor e 33,7% em volume.
Além disso, os embarques de produtos florestais cresceram 23% em valor, e os produtos oleaginosos que não a soja avançaram 161% em valor.