Indústria de carne bovina negocia US$ 530 milhões no Sial Paris
A indústria brasileira de carne bovina contabilizou US$ 530 milhões em negócios durante o Salão Internacional da Alimentação (Sial), em Paris. E projeta para os próximos 12 meses uma cifra de US$ 1,7 bilhão em vendas potenciais em função de contatos comerciais durante o evento.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28/10) pela Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec). O espaço de promoção da marca Brazilian Beef na feira reuniu 23 empresas que, juntas, realizaram mais de 1,2 mil encontros de negócios nos cinco dias de Sial Paris.
O setor avalia o desempenho como positivo, apesar de não poder negociar com a União Europeia, para onde as exportações estão suspensas. As empresas receberam representantes de mercados como Hong Kong, Estados Unidos, Reino Unido, Egito, Arábia Saudita Filipinas, Líbano e Rússia.
Os negócios realizados e as perspectivas para os próximos meses mostram a importância de mantermos essa aproximação com nossos parceiros comerciais, afirma o presidente da Abiec, Roberto Perosa, em nota da entidade.
Houve contatos também com potenciais clientes da China, informou a Associação. Ainda no primeiro dia do Sial Paris, Perosa disse que o evento seria o primeiro contato com os compradores chineses para a retomada das vendas para o país no ano que vem.
Em 2026, a China impôs uma cota de importação de carne bovina do Brasil de 1,1 milhão de toneladas. O volume foi totalmente atendido. Como as exportações fora dessa cota estão sujeitas a uma tarifa de 55%, vender para os chineses fica praticamente inviável, na visão da indústria brasileiras.
Com a reabertura da cota no ano que vem, a perspectiva é de reaceleração da demanda, o que tem sido visto como um dos principais pontos de sustentação dos preços do boi gordo no mercado físico brasileiro.
As empresas estão voltando a produzir carne para a China. Precisa ter uma conjuntura de coisas de transporte marítimo, para chegar na data certa, chegar somente em janeiro. Mas, pelo volume de produção, a cota tende a se encerrar mais cedo no ano que vem, estimou Perosa, em entrevista no Sial.