Indústrias de aves defendem protocolo de regionalização para caso de Doença de Newcastle em SC
A indústria de aves vai defender a adoção de protocolos de regionalização, caso haja restrições de exportações de peru, em função do foco de doença de Newcastle em Santa Catarina. Foi o que afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse, nesta segunda-feira (19/10).
Santin conversou com jornalistas durante a Sial Paris, uma das mais importantes feiras de alimentos do mundo. Antes da entrevista, ele e o diretor internacional da ABPA, Luis Rua, acompanharam o anúncio do Ministério da Agricultura, também nesta segunda-feira.
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É um caso isolado e nenhum animal saiu do local. Vamos buscar uma resposta o mais rápido possível e proceder para que os países possam fazer esse zoneamento para um raio de dez quilômetros (da propriedade atingida), ou do município, ou do estado, disse Santin.
O presidente da ABPA informou também que serão cumpridos os protocolos sanitários que preveem interrupção automática de exportações em caso de problemas sanitário. Entre esses mercados, estão China, Chile e México.
Tem que comunicar a todos os países exportadores e aos que têm protocolo de ruptura de exportação, até que eles falem qual o procedimento que vão adotar, disse Santin.
A granja de criação de perus onde foi registrada a infecção é integrada a uma empresa, disse Santin, sem revelar o nome. No local, será feito o abate sanitário de todas as aves, dentro de um plano de contingência previsto nos protocolos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
As demais propriedades próximas serão também investigadas, com análise de sinais clínicos e testes sorológicos. Os testes serão realizados e vão atestar que não há doença disseminada nessa região, disse.
O registro do caso de doença de Newcastle em Santa Catarina acontece também em meio à preparação da indústria de aves para atender à demanda das festas de fim de ano. Para Ricardo Santin, a ocorrência não deve afetar o abastecimento do mercado brasileiro.
Os produtos serão redirecionados para mercados que não vierem a se fechar. E, como é um número pequeno, a indústria está preparada e tem estoque para não deixar faltar produto nas festas de fim de ano, afirmou.
*O jornalista viajou a convite da Apex Brasil