Agronegócio

Krilltech capta R$ 22,5 milhões da Finep para construir planta de nanodefensivos

Autor: Por Marcos Fantin — São Paulo Publicado em: Fonte: Globo Rural
Krilltech capta R$ 22,5 milhões da Finep para construir planta de nanodefensivos
Foto: Wenderson Araujo/CNA

A Krilltech, startup de nanotecnologia para fertilizantes, captou R$ 22,5 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para construir uma planta piloto de produção de nanodefensivos agrícolas em algum Estado do Centro-Oeste, a ser definido. O projeto visa aumentar a eficiência desses produtos na proteção das lavouras e reduzir seus impactos ambientais. Com isso, a empresa passará a produzir tanto fertilizantes quanto defensivos.

Com duração prevista de 36 meses, a construção conta com a parceria da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O projeto prevê o desenvolvimento de nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas. Entre as moléculas que serão trabalhadas está o glifosato, o herbicida mais utilizado na agricultura brasileira.

A planta piloto vai servir para transformar as tecnologias desenvolvidas em laboratório em processos industriais. A unidade será destinada à produção experimental, testes e aperfeiçoamento das formulações. Para isso, o projeto vai utilizar tecnologias desenvolvidas pela própria Krilltech, que é fruto de uma parceria da Embrapa com a UnB.

Segundo Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech e professor da UnB, o foco é tornar as moléculas utilizadas na proteção das lavouras mais eficientes.

Queremos desenvolver defensivos com melhor desempenho e mais compatíveis com os processos biológicos que sustentam a produtividade agrícola
, afirma.

A Krilltech possui a Arbolina como principal produto no mercado brasileiro há quase cinco anos, além de comercializá-la na União Europeia, no Peru, no Equador e no Uruguai, com chegada prevista para Costa Rica, Estados Unidos, África do Sul e Índia. A Arbolina é um bioestimulante natural feito à base de nanotecnologia que funciona como um "combustível biológico" para as plantas.

Com a Arbolina, mostramos como as nanopartículas podem melhorar a eficiência fisiológica das plantas. Agora, levamos esse conhecimento para a proteção de cultivos. Estamos falando de um mercado que movimenta quase R$ 100 bilhões por ano no Brasil e é dominado por grandes multinacionais
, afirmou Everton Molina, diretor de marketing e sócio da Krilltech.
A planta piloto nos permitirá avançar com uma tecnologia brasileira, com potencial de produção industrial e comercialização
, continuou.