Ministro da Agricultura no governo Lula, Carlos Fávaro perde eleição ao Senado por MT
Carlos Fávaro deixa o Senado Federal a partir da próxima legislatura. Ex-ministro da Agricultura no atual governo Lula, ele ficou em quarto lugar na corrida eleitoral em Mato Grosso, em que tentava ser reeleito a uma das cadeiras na Casa.
Candidato pelo PSD, ele recebeu a preferência de 411.020 eleitores, 11,5% do total de votos válidos no Estado. Ficou em quarto lugar, atrás de Janaina Riva (MDB), com 14,53%, e dos dois eleitos: o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), com 33,21%, e Zé Medeiros (PL), com 26,35% dos votos.
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Fávaro candidatou-se ao Senado pela primeira vez em 2018. Ficou em terceiro lugar. Mas assumiu interinamente uma das três vagas de Mato Grosso na Casa depois da cassação do mandato de Selma Arruda, eleita naquele ano.
Ele conquistou, em definitivo, o cargo nas eleições suplementares, quando foi o mais votado entre os 11 candidatos. Antes de ir para Brasília, Fávaro foi vice-governador de Mato Grosso na gestão de Pedro Taques.
Apesar de ter origem agronegócio, o ex-ministro da Agricultura não fazia parte dos quadros da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que reúne deputados e senadores ligados ao setor.
Nas eleições deste ano, um dos candidatos a suplente em sua chapa também vinha do agronegócio de Mato Grosso. Era Alexandre Schenkel, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).
Outra liderança do agro do Estado que concorreu ao Senado em Mato Grosso foi Antonio Galvan, ex-presidente do Sindicato Rural de Sinop e da Aprosoja Brasil. Candidato pelo Avante, ele terminou o primeiro turno da eleição com 4,73% dos votos válidos.