Para CME Group, relação entre Brasil e EUA deve ser a mais saudável possível
O CME Group, conglomerado do mercado de derivativos que controla a Bolsa de Chicago, acredita na manutenção da parceria comercial entre Estados Unidos e Brasil. Ao longo de 2026, os governos dos dois países tiveram discordâncias que culminaram na aplicação de tarifas norte-americanas contra produtos agropecuários brasileiros.
Questionado sobre o assunto, o chefe global de produtos agrícolas do CME Group, John Ricci, afirmou ao Valor que avalia o Brasil como um parceiro comercial extremamente importante para os EUA.
Queremos que essa relação seja a mais saudável possível, visto que o Brasil tem sido, historicamente, um parceiro incrível para os EUA, e queremos garantir a continuidade desse apoio à parceria, disse ele durante agenda em São Paulo, nesta segunda-feira (5/10), que precede uma série de visitas a lavouras brasileiras.
Segundo o executivo, o CME mantém interesse constante em estabelecer parcerias com companhias locais, visto que, até o momento, todas as parcerias já estabelecidas foram mutuamente benéficas.
Sobre o impacto do resultado das eleições presidenciais no Brasil, Ricci disse que é difícil especular sobre o que poderia acontecer e, independentemente disso, os clientes seguem no foco.
Acho que, para nós, o foco principal é garantir que nossos clientes tenham as ferramentas certas para gerenciar esse risco, seja qual for o risco, afirmou.