Por que o preço do tomate disparou de novo? Entenda motivos da alta
Preparar uma salada, fazer um molho caseiro para acompanhar a massa ou incrementar outras receitas com o tomate está pesando mais no bolso do consumidor brasileiro. A alta repentina assusta quem vai às compras.
Depois de registrar queda de 10,94% em agosto, o preço do tomate teve forte reversão em setembro, quando subiu 37,76%, diferença de 48,70% destacada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A disparada mais recente reforça uma tendência de valorização que também é observada no acumulado do ano. De acordo com o IPCA, o tomate registra alta de 58,70% em 2026. A variação, apesar de apresentar diferenças entre as regiões brasileiras pesquisadas, é elevada, indo de 10,39% em Recife a 93,61% em Belo Horizonte. Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba também têm aumentos expressivos: 93,26%, 92,68% e 92,20%, respectivamente.
Mas por que o tomate voltou a ficar tão caro? A alta está relacionada a fatores climáticos, explica a Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) à Globo Rural.
O primeiro deles é a chuva. Com volumes acima da média nas principais áreas produtoras, as operações no campo foram comprometidas, tanto a colheita quanto o acesso de máquinas agrícolas nas lavouras. Além disso, as temperaturas mais baixas durante a safra de inverno atrasaram a fase de maturação.
O resultado dessa combinação foi a redução da oferta no mercado interno e, em seguida, a elevação gradual no preço do tomate nas prateleiras de feiras e setores de hortifruti dos supermercados.
Quando o preço do tomate vai diminuir?
Por ser um alimento de ciclo curto, a tendência natural é a estabilização da oferta e dos preços nas próximas semanas, à medida que novas colheitas entrem no fluxo de comercialização e cheguem até o consumidor.
No momento, o volume de tomate comercializado em outubro ainda é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, informa a Ceagesp. Porém, na comparação com setembro deste ano, há uma ligeira recuperação.
O grupo do tomate italiano, por exemplo, que havia diminuído em 31% seu fluxo de entrada no Entreposto da Ceagesp em São Paulo em relação a 2025, começa a mostrar recuperação de volume. Já no recorte do mês passado, a oferta subiu 5,2%.