PSD apoiará governo, mas quem decide ministro da Agricultura é Lula, diz André de Paula
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou, nesta terça-feira (3/11), que ainda não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma eventual permanência ou saída da Pasta em 2027. Ele ressaltou que o PSD terá participação no governo e que o apoio do partido ao Executivo será ainda mais necessário diante de um Congresso Nacional mais à direita, mas que os detalhes da composição ministerial ainda foram definidos.
Em entrevista ao podcast "Direto de Brasília", do Blog do Magno, André de Paula disse que ficará no ministério, pelo menos, até 4 de janeiro de 2027. A posse de Lula para o quarto mandato está marcada para 5 de janeiro.
André de Paula ressaltou que ministros são assessores diretos do presidente da República e, por isso, é uma escolha pessoal da Presidência. Por isso, por mais que o partido coloque seus quadros à disposição, a decisão de quem será ministro é de Lula.
Nesta semana, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que o partido vai apoiar o governo. A sigla teve 43 deputados eleitos, a quarta maior bancada da Câmara.
O partido vai apoiar, participar com quadros. Quantos serão e quem será é uma questão pessoal do presidente da República, disse o ministro na entrevista.
"Não há indicativo, não houve nenhuma conversa", disse o ministro quando questionado sobre possível conversa com Lula sobre o futuro no ministério.
André de Paula admitiu que poderá haver mudanças e que o Ministério da Agricultura é "cobiçado" pela importância do setor para a economia do país e da Pasta para o governo. "É natural", disse.
Quem decide quem é ministro é o presidente. No momento oportuno, ele divulgará suas escolhas. Se isso implicar em encerrar minha participação no ministério no dia 4 de janeiro terei gratidão, completou.
O ministro disse ainda que manterá uma postura de diálogo com as entidades do agronegócio para construir soluções para problemas do setor. Ele ponderou que o "agro é conservador" e que isso, por si só, impõe dificuldades de aproximação com o governo. O cenário de juros elevados e o peso disso no endividamento do campo também geraram "certo inconformismo", disse André de Paula.
É natural. Enfrentamos isso trabalhando e fazendo parcerias. Sempre pautei meu trabalho pelo diálogo, defendeu.
Quem quer que seja ministro do quarto mandato do presidente Lula, se eu pudesse dar um conselho seria seguir dialogando, conversando, concluiu.