Setor defende permanência do ministro da Pesca, mas cobra mais autonomia para a pasta
No Ministério da Pesca e Aquicultura, o setor produtivo defende a permanência do ministro Édipo Araújo, técnico que sucedeu André de Paula em abril deste ano. A Pasta também é controlada pelo PSD e pode ser alvo de indicações políticas a depender da amarração política que será feita em Brasília.
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) ressaltou a necessidade de incrementar o orçamento do ministério, de pouco mais de R$ 300 milhões, e dar mais autonomia a ele para conduzir as políticas do setor. A entidade defende a reformulação do modelo atual, de gestão compartilhada com o Ministério do Meio Ambiente,
que tem atrasado decisões estratégicas e comprometido tanto a atividade produtiva quanto a sustentabilidade dos recursos pesqueiros.
Em nota, a associação disse que a gestão compartilhada precisa ser "superada", com a definição clara de atribuições para os dois ministérios que elimine entraves e dê maior agilidade, previsibilidade e segurança às decisões.
Essa mudança deve preservar as competências de proteção ambiental e fortalecer a gestão sustentável da pesca. Desenvolvimento produtivo e conservação dos recursos pesqueiros são objetivos indissociáveis e exigem políticas orientadas por critérios técnicos e científicos, apontou.
O Ministério da Pesca e Aquicultura foi recriado no governo Lula, após ter sido transformado em secretaria vinculada ao Ministério da Agricultura na gestão de Jair Bolsonaro. A prioridade do setor neste momento é manter a estrutura atual e fortalecê-la financeiramente.
O próximo passo deve ser assegurar à pasta condições efetivas de atuação, com competências claras, capacidade de decisão e responsabilidade pela execução das políticas sob sua atribuição, disse a Abipesca.
O setor precisa de um ministério fortalecido, com autonomia e capacidade de entregar resultados, completou. A previsão orçamentária para 2027 para a Pasta é de apenas R$ 375,2 milhões.