Soja cai em Chicago com previsão otimista para safra nos EUA
Um momento favorável de oferta para a soja ainda pressiona os preços do grão na bolsa de Chicago. Nesta quarta-feira (4/11), os contratos para janeiro de 2027 fecharam em queda de 0,97%, US$ 12,0225 o bushel. Chicago agora acumula oito pregões consecutivos com preços negativos.
Na avaliação de Leonardo Martini, consultor em gerenciamento de risco da StoneX, a soja está respondendo ao seu fundamento de mercado atual: uma ampla projeção de safra para os Estados Unidos. A consultoria elevou a previsão de safra no país para 128,49 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, que seria um volume recorde, e ainda supera em 4,4 milhões a previsão feita pelo Departamento de Agricultura americano (USDA), em outubro.
Há chances de esse preço em Chicago buscar a faixa dos US$ 12 o bushel, se o clima continuar perfeito para a safra brasileira, disse Martini.
Ainda segundo ele, também favoreceu a baixa de hoje a vitória do partido Democrata nas eleições americanas de meio de mandato.
Mercado enxerga que o Donald Trump fica mais travado em algumas medidas, como as ações da guerra no Irã. Isso já pressiona o mercado, pois estamos vendo uma forte queda do petróleo, acrescentou o analista.
Milho
O milho avançou após um movimento de ajustes técnicos. Os contratos do cereal com entrega para dezembro subiram 0,40%, a US$ 4,4425 o bushel.
Segundo Leonardo Martini, da StoneX, o milho já está próximo de um piso em Chicago, também direcionado por perspectivas com a produção americana. A consultoria elevou sua estimativa de colheita para 411,58 milhões de toneladas, ou 4,3 milhões de toneladas acima da projeção do USDA.
Trigo
O trigo fechou a sessão com preços em leve queda. Os contratos para dezembro caíram 0,21%, para US$ 5,9850 o bushel.