Soja recua em Chicago com expectativa de aumento da produção nos EUA
O pregão desta quinta-feira (8/10) na bolsa de Chicago foi marcado por pouca variação para o preço dos grãos, com investidores cautelosos à espera de novas projeções de oferta e demanda. Na sessão de hoje, os contratos da soja com entrega para novembro fecharam em baixa de 0,77%, para US$ 12,8750 o bushel.
O mercado pouco se movimentou à espera das projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), que serão divulgadas amanhã (9).
A média da aposta de analistas de mercado espera um aumento na previsão de colheita de soja nos EUA em 2026/27, para 123,51 milhões de toneladas, superando as 123,42 milhões projetadas pelo departamento em sua estimativa de setembro. Se confirmado, a produção americana alcançaria um recorde.
Além disso, o preço caiu também pelo avanço da colheita em solos americanos e ainda pelo recuo semanal das vendas da oleaginosa do país. Num período de sete dias encerrado em 1º de outubro, as vendas do grão caíram 47%, para um volume de 549,5 mil toneladas, segundo dados do USDA.
Milho
O preço do milho fechou em leve queda na bolsa de Chicago, enquanto investidores esperam cortes nas estimativas de produção dos EUA. Os lotes para dezembro recuaram 0,35%, a US$ 5,0002 o bushel.
Os preços caíram mesmo com a expectativa de uma safra menor americana. A aposta dos analistas de mercado é que o USDA corte a previsão de colheita no país, saindo de 401,34 milhões para 399,66 milhões na estimativa que será oficializada amanhã.
Trigo
O preço do trigo fechou a sessão em leve queda. Os contratos que vencem em dezembro recuaram 0,47%, a US$ 6,8325 o bushel.
O mercado foi pressionado hoje pela melhora nas condições de lavouras de trigo nos EUA. O Departamento de Agricultura americano reduziu de 57% para 53% o índice de lavouras no país que apresentam algum grau de seca.
Os investidores ainda adotaram cautela antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Segundo aposta de analistas de mercado, o órgão deve elevar a previsão de estoques finais americanos para 19,65 milhões de toneladas, levemente acima dos 19,51 milhões divulgados pelo USDA em setembro.