Agronegócio

Uruguai retoma compra de produtos avícolas do Brasil após suspensão por Newcastle

Autor: Por Nayara Figueiredo — São Paulo Publicado em: Fonte: Globo Rural
Uruguai retoma compra de produtos avícolas do Brasil após suspensão por Newcastle
Foto: Julia Chagas/Seapi

O Ministério da Agricultura informou neste sábado (7/11) que o Uruguai reconheceu na véspera a regionalização sanitária de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, e decidiu retomar as importações de produtos avícolas provenientes dos demais Estados brasileiros. A definição uruguaia encerra a última restrição comercial de abrangência nacional.

Em nota, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país.

Com as restrições delimitadas ao Estado de Santa Catarina, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a, aproximadamente, 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas, de acordo com estimativa do ministério.

Quando um país reconhece a regionalização, ele entende que uma ocorrência sanitária em determinado município não representa, necessariamente, um risco para a produção de todo o território brasileiro
, acrescentou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, no

Com a decisão do Uruguai, a pasta destacou que o Brasil reverteu os embargos nacionais em 19 dias, quase quatro vezes mais rápido que na ocorrência de 2024. Naquela ocasião, o foco da doença foi registrado no Rio Grande do Sul e o país levou 74 dias para alcançar o mesmo resultado.

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Agora, em cumprimento aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área de saúde animal, o Ministério da Agricultura não autoriza a exportação de produtos provenientes da área de restrição, que abrange os municípios de Nova Itaberaba (SC), Águas Frias (SC), Coronel Freitas (SC) e Nova Erechim (SC).

O trabalho do governo brasileiro segue voltado à ampliação do reconhecimento da regionalização sanitária, pois, atualmente, onze países ainda mantêm restrições às importações de produtos avícolas provenientes de todo o Estado de Santa Catarina.

A prioridade é avançar nas negociações para que as medidas sejam delimitadas à área efetivamente afetada, de acordo com os princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)
, disse o ministério.