Agronegócio

Valor da produção florestal alcançou recorde em 2025, diz IBGE

Autor: Por Alessandra Saraiva — Rio de Janeiro Publicado em: Fonte: Globo Rural
Valor da produção florestal alcançou recorde em 2025, diz IBGE
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O valor da produção florestal brasileira atingiu valor recorde em 2025 ao somar R$ 47,9 bilhões no ano passado, a preços correntes, sendo 6,7% acima do ano anterior. O dado consta na pesquisa

Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura - PEVS 2025
, veiculada nesta quinta-feira (24/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo é um retrato da produção primária florestal do país, em 4.889 municípios.

O IBGE detalhou que, na produção florestal, o valor da produção da silvicultura alcançou R$ 41,030 bilhões, em 2025, 8,5% acima de 2024, o que representa 85,6% do total.

Já o valor da produção de extração vegetal ficou em R$ 6,899 bilhões, recuo de 3,1% ante 2024, com fatia de 14,4% no total.

Os pesquisadores mapearam o total de área plantada, no âmbito da produção florestal brasileira. Em 2025, a área total de florestas plantadas foi de 10,381 milhões de hectares, acréscimo de 4,8% ante ano anterior.

A área de eucalipto, mais uma vez, foi destaque, com 8,156 milhões de hectares no ano passado, 6,1% acima de 2024, a representar 78,6% do total da área de floresta plantada. Já a área de pinus atingiu 1,860 milhão de hectares, 0,1% acima de 2024, sendo 17,9% do total. Outras espécies representaram 365,029 mil hectares, acréscimo de 0,2% ante 2024, com participação de 3,5% no total.

O IBGE informou ainda que a participação dos produtos madeireiros seguiu preponderante no setor silvicultural, em 2025. No ano passado, esses itens representaram 98,1% do valor da produção florestal.

Outro aspecto investigado pelos técnicos do instituto foi o fato de que o conjunto de produtos madeireiros, com origem em áreas plantadas para fins comerciais, subiu 8,4% no valor da produção em 2025 ante ano anterior. Em contrapartida, no mesmo período comparativo, o conjunto decorrente de extração vegetal teve queda de 9,6%. Para o IBGE, esses percentuais comprovam tendência de crescimento de produtos madeireiros oriundos da silvicultura - em detrimento da extração madeireira originária das matas nativas.

Entre produtos madeireiros da silvicultura, houve altas, no valor da produção no ano passado ante 2024, nos grupos de madeira destinada à fabricação de papel e celulose (16,3%), carvão vegetal (4,6%) e lenha (12,4%). Em contrapartida, o grupo madeira em tora para outras finalidades apresentou redução de 3,1%, no mesmo período comparativo.

A produção brasileira de madeira em tora para papel e celulose foi recorde em 2025, com 130,3 milhões de metros cúbicos
, acrescentou Carlos Alfredo Barreto Guedes, pesquisador do IBGE. Ele comentou que o desempenho representa recuperação, visto essa produção ter caído durante a pandemia.

No caso da atividade extrativista de produtos não madeireiros, de grande relevância para povos e comunidades tradicionais, o valor da produção em 2025 subiu 9,6%, ante ano anterior, ao totalizar R$ 2,6 bilhões.

Regiões

O IBGE investigou ainda a produção pela ótica regional, do país. Sul e Sudeste responderam por 64,9% do valor total da produção florestal nacional em 2025. Se for considerado apenas o segmento das florestas plantadas, as duas regiões representam 73,3% do total.

Por unidades da federação, Minas Gerais continuou com maior valor da produção da silvicultura, no ano passado, ao atingir R$ 9,2 bilhões em 2025, ou 22,5% do total. O Estado também foi o maior produtor de carvão vegetal, com 84,6% do volume nacional.

Por municípios, Três Lagoas (MS) liderou ranking de valor da produção da silvicultura, com R$ 1,8 bilhão, alta de 216,3% em relação ao ano anterior.

Produtos na lista

O IBGE informou ainda que, em 2025, foi encerrada a série de alguns produtos que perderam a importância econômica. É o caso de ipecacuanha, caucho, hevea látex líquido, barbatimão, balata, sorva, maçaranduba e oiticica.

Em contrapartida, outros produtos passaram a ser divulgados no grupo dos alimentícios. Foram eles: baru, buriti, cajá, cupuaçu, juçara, macaúba, pupunha e tucum. No grupo dos oleaginosos, por sua vez, foram incorporados na PEVS 2025 a andiroba e o murumuru. Na silvicultura, alguns produtos que eram divulgados de forma agregada, passaram a ter destaque, sendo o caso da teca, da acácia negra, do mogno africano e do cedro australiano, detalhou ainda o instituto.