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A safra de soja 2025/26 no Paraguai foi revisada para cima em março, segundo estimativa da consultoria StoneX, consolidando um novo recorde de produção no país. Mesmo com perdas pontuais de rendimento no final da colheita, o volume total da supersafra não será comprometido, já que mais de 90% da área já foi colhida nas regiões sul e norte da Região Oriental.

As perdas foram registradas principalmente em lavouras colhidas mais tardiamente, afetadas por um período de calor intenso nas últimas semanas de fevereiro, sobretudo no sul do país. Ainda assim, o elevado fluxo de grãos em direção aos portos, mesmo no estágio final da colheita, quando normalmente ocorre desaceleração, reforçou a percepção de que a produção total será maior do que o inicialmente previsto.

Com a revisão, a safra principal passou de 10,14 milhões para 10,41 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação ao relatório anterior. Caso a soja safrinha alcance 1,39 milhão de toneladas, a produção total do ciclo pode chegar a 11,80 milhões de toneladas, avanço de 2,4% sobre a estimativa divulgada em fevereiro.

A oferta recorde no Paraguai, somada ao elevado volume produzido no Brasil, já começa a pressionar o mercado. Em Assunção, o basis recuou de US$ -24 em dezembro de 2025 para US$ -65 no início de março de 2026. A comercialização também avança, alcançando 48,2% da safra, impulsionada por restrições logísticas, falta de espaço em silos e compromissos financeiros concentrados no fim do primeiro trimestre.

Enquanto a colheita avança, produtores passam a definir o uso das áreas no segundo ciclo, com disputa crescente entre soja safrinha, milho e trigo. O milho permanece mais concentrado no norte do país, enquanto a soja safrinha predomina no sul. A janela de plantio mais curta, o risco de geadas no sul, além da combinação de seca e calor no norte e dos custos mais elevados do milho, devem influenciar as decisões de plantio nas próximas semanas.

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