A previsão do tempo entre os dias 23 e 27 de fevereiro indica uma semana de instabilidade em grande parte do Brasil.
De acordo com a Climatempo, a combinação entre calor, umidade elevada e sistemas atmosféricos de grande escala favorece a ocorrência de pancadas de chuva intensas, temporais isolados e volumes elevados de precipitação.
Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a atuação de cavado, áreas de baixa pressão e a formação de um ciclone extratropical no Atlântico Sul serão determinantes para o aumento da instabilidade.
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Esses sistemas mantêm o tempo abafado e ampliam o risco de eventos severos, como rajadas de vento fortes, queda de granizo e transtornos no campo e nas cidades.
Confira a previsão do tempo em cada região do Brasil.
Região Sul
Na Região Sul, a semana inicia com a influência marítima mantendo a chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul e no norte de Santa Catarina.
No litoral do Paraná, no entanto, a precipitação pode ocorrer com moderada a forte intensidade, especialmente em áreas costeiras.
Durante a manhã desta segunda-feira (23), o tempo tende a ficar mais firme na maior parte da região. As exceções são o sudoeste gaúcho e o interior paranaense, onde ainda há previsão de chuva isolada.
Ao longo da tarde, as instabilidades se intensificam com a atuação de um cavado e de uma área de baixa pressão. Com isso, aumenta o risco de chuva moderada a forte no Paraná e na metade oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com possibilidade de temporais.
No leste catarinense e gaúcho, a chuva ocorre de forma mais fraca e intercalada com aberturas de sol.
Entre quarta (25) e quinta-feira (26), a formação de um ciclone extratropical no Atlântico Sul dá origem a uma frente fria.
Esse sistema deve provocar temporais nos estados de Santa Catarina e do Paraná, com risco de queda de granizo e rajadas de vento que podem superar setenta quilômetros por hora, além de eventuais interrupções no fornecimento de energia.
Apesar da chuva, a semana segue quente e abafada nos três estados, com temperaturas máximas acima de 30 ºC.
Os acumulados variam entre 20 e 30 milímetros no norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, ajudando a repor a umidade do solo sem grandes prejuízos às atividades no campo.
Já no centro-sul gaúcho, a situação é mais delicada. Com o solo ressecado e volumes que não devem ultrapassar dez milímetros, há risco de prejuízos às lavouras em desenvolvimento, especialmente à soja.
No nordeste de Santa Catarina e no litoral do Paraná, a chuva pode ultrapassar cem milímetros, elevando o risco de alagamentos e transtornos urbanos.
Região Sudeste
Na segunda-feira no Sudeste, a chuva ocorre desde cedo no litoral e no sul de São Paulo, além de pancadas fracas no noroeste de Minas Gerais.
Entre o fim da manhã e a noite, as instabilidades se intensificam em toda a região.
A previsão indica chuva moderada a forte em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, acompanhada de trovoadas, rajadas de vento e risco de temporais.
Há chance de acumulados elevados no extremo sul e no litoral paulista, no Triângulo Mineiro e em áreas do oeste e leste mineiro.
O calor segue predominando, mas as temperaturas sobem menos no litoral e no leste paulista, além do sul e do Triângulo Mineiro.
A partir de quarta-feira, a formação do ciclone extratropical e o avanço da frente fria reforçam o risco de temporais nos quatro estados.
Nas áreas produtoras de São Paulo, os acumulados variam entre quarenta e sessenta milímetros, contribuindo para manter a umidade do solo sem grandes prejuízos às operações agrícolas.
Já na faixa litorânea paulista e nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, os volumes podem superar cento e cinquenta milímetros, inclusive nas capitais.
Esse excesso de chuva pode causar alagamentos e dificultar os trabalhos no campo.
A colheita da soja e o avanço do milho segunda safra exigem atenção redobrada dos produtores.
Região Centro-Oeste
Nesta segunda-feira, as instabilidades atuam desde cedo no leste, nordeste e sul de Mato Grosso, em grande parte de Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul.
Ao longo do dia, a chuva segue ocorrendo com moderada a forte intensidade.
Em Mato Grosso e Goiás, os volumes tendem a ser mais elevados, com destaque para o sul e o leste goiano. Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma área de baixa pressão mantém pancadas frequentes. O tempo permanece abafado e quente.
A semana chuvosa pode prejudicar a implantação do milho segunda safra e a colheita da soja, mas, por outro lado, ajuda a manter a boa umidade do solo, recuperar as pastagens e aliviar o calor sobre o gado em confinamento.
Os acumulados variam entre 40 e 60 milímetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em Goiás, os volumes podem ultrapassar 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e atrasando ainda mais os trabalhos no campo, especialmente nas porções oeste e sul do estado.
Região Nordeste
No Nordeste, a chuva ocorre desde cedo no litoral norte, com maior intensidade na metade norte da Bahia, no sul do Maranhão e do Piauí.
Entre o fim da manhã e a tarde de segunda, as pancadas se intensificam em vários estados. Há risco de temporais isolados no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e na Bahia, além do oeste de Pernambuco.
Em Sergipe e Alagoas, o tempo segue mais firme, com aumento do calor à tarde.
A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém a semana com boas chuvas em toda a região.
Os volumes podem superar 10 mm na Bahia, no Maranhão, no Piauí e em Pernambuco, favorecendo a recuperação da umidade do solo.
Nos demais estados, inclusive na faixa do agreste, os acumulados variam entre trinta e quarenta milímetros. Esse cenário beneficia os cultivos em desenvolvimento e a recuperação das pastagens.
Região Norte
Na Região Norte, as instabilidades atuam desde cedo na metade sul do Pará, em grande parte do Tocantins e no norte e leste do Amazonas. Ao longo da segunda-feira, a chuva se espalha por quase toda a região.
As pancadas ocorrem com moderada a forte intensidade. No Acre, a chuva é mais irregular, enquanto em Roraima o tempo segue mais firme, com precipitação concentrada no sul do estado.
Os volumes elevados no Pará e no Tocantins ajudam as áreas de pastagem, mas prejudicam as operações de colheita da soja.
O acumulado semanal pode ultrapassar 100 mm devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical.
No Acre, em Rondônia, no Amazonas e no Amapá, os volumes variam entre 40 e 60 milímetros, mantendo a boa umidade do solo sem grandes impactos no campo.
Já em Roraima, a combinação de solo seco, altas temperaturas e ausência de chuva significativa eleva o risco de focos de incêndio, com máximas acima dos trinta e cinco graus.
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