O mercado mundial de açúcar deve registrar superávit de 1,218 milhão de toneladas na safra 2025/26, de acordo com a segunda revisão do balanço divulgada pela Organização Internacional do Açúcar (OIA). O volume é inferior ao excedente de 1,625 milhão de toneladas estimado no relatório de novembro, refletindo ajustes na produção e no consumo globais.
A revisão também trouxe mudanças para 2024/25. O déficit do ciclo foi ampliado para 3,464 milhões de toneladas, ante 2,916 milhões na estimativa anterior. Em novembro, a OIA projetava déficit menor que o agora consolidado, o que reforça o quadro de aperto observado ao longo da temporada.
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Para 2025/26, o consumo global deve crescer 0,31%, para 180,069 milhões de toneladas. Em novembro, a entidade estimava avanço de 0,56%, para 180,142 milhões de toneladas. A leve desaceleração na demanda, combinada a revisões na oferta, explica parte da redução no superávit projetado.
O índice estoque/uso foi estimado em 51,81% em 2025/26, abaixo dos 52,74% projetados em novembro. Pela metodologia de cálculo de estoques finais da OIA, o nível atual corresponde ao mais baixo em 15 anos, sinalizando que, apesar do retorno ao superávit, o mercado segue operando com oferta limitada.
A OIA mantém visão neutra para os preços nos próximos três meses, destacando que o superávit modesto tende a conter movimentos de alta. Ainda assim, produções abaixo do esperado na Índia e na Tailândia e incertezas sobre a alocação de açúcar no Centro-Sul do Brasil podem alterar o cenário.
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